terça-feira, 27 de dezembro de 2022

PARQUE CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO AUGUSTO SEVERO - MACAÍBA

 


O Rio Grande do Norte agora conta com um dos mais extensos centros de fomento à ciência do país, o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo – PAX. Inaugurado pela governadora Fátima Bezerra nesta segunda-feira, 26/12/2022, o equipamento está instalado em área de 100 hectares com estrutura física de 15 mil m² de área construída, o que o torna um dos maiores entre os 55 parques deste tipo em operação no Brasil.


 
Voltado à promoção de polos de inovação e empreendedorismo, o Parque recebeu do Governo do RN, nesta primeira etapa, o montante de R$ 12,3 milhões em investimentos em obras físicas e aquisição de mobiliário. Os recursos estaduais foram viabilizados pelo Projeto Governo Cidadão - que opera empréstimo ao Banco Mundial.


PARQUE CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO AUGUSTO SEVERO – PAX

O Rio Grande do Norte agora conta com um dos mais extensos centros de fomento à ciência do país, o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo – PAX. Inaugurado pela governadora Fátima Bezerra nesta segunda-feira, 26, o equipamento está instalado em área de 100 hectares com estrutura física de 15 mil m² de área construída, o que o torna um dos maiores entre os 55 parques deste tipo em operação no Brasil.
 
Voltado à promoção de polos de inovação e empreendedorismo, o Parque recebeu do Governo do RN, nesta primeira etapa, o montante de R$ 12,3 milhões em investimentos em obras físicas e aquisição de mobiliário. Os recursos estaduais foram viabilizados pelo Projeto Governo Cidadão - que opera empréstimo ao Banco Mundial

Não tenho dúvida, o dia de hoje é um dos mais emblemáticos para o futuro do RN. Aplicamos mais de R$ 12 milhões na primeira fase do Pax para trazer mais investimentos ao Estado e empregos, que é o que interessa ao nosso povo. Tenho a alegria do dever cumprido. Foi nosso governo que teve a determinação política de salvar o parque tecnológico, projeto de 2013 que estava inativo. Entregar o Pax ao RN, ao Nordeste e ao Brasil significa nossa fé no presente e futuro", afirmou a governadora Fátima Bezerra.


 
Para o secretário de Estado da Infraestrutura e coordenador do Programa Governo Cidadão, Gustavo Coelho, “a implantação representa grande desafio que só foi possível pelo apoio do Governo do Estado e dos parceiros. Este espaço tem a nobre missão de tirar o foco científico do eixo Rio-São Paulo e fazer no Nordeste ciência de alto nível, reunindo governos, setor produtivo e a academia”.

Localizado na Zona Rural de Macaíba, logo após a Escola Agrícola de Jundiaí, em imóvel de propriedade da Universidade Federal do RN, o Parque tem o objetivo de fomentar áreas vitais para o desenvolvimento econômico potiguar, como energias renováveis, mineração, pesca, aquicultura, setor têxtil, turismo, fruticultura e serviços.


 
O prédio central vai abrigar centros de pesquisa e capacitação, auditórios, laboratórios multiuso, incubadoras tecnológicas e observatórios. Na área ao lado, ficam as sedes do Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont (ISD) e o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), que completam um grande complexo científico que vem sendo formado na região.


 
Presidente do Conselho Administrativo do PAX,  Ângela Paiva, afirma que o local vai se destacar Brasil afora: “aqui o trabalho se dará fincado em uma hélice tripla, com entidades governamentais, do setor produtivo e de academias, todas dialogando com a sociedade para gerar emprego, renda e desenvolvimento para o Rio Grande do Norte”. Ela acrescentou que outro diferencial do PAX é a sua matriz de sustentabilidade, o que é notado já no seu terreno com áreas destinadas à preservação ambiental e em uma série de práticas ecologicamente responsáveis que devem ser obedecidas pelas empresas que ali se instalarem.


 
FOCO
 
Três áreas de grande relevância para o desenvolvimento do RN são prioritárias no PAX: Energia (renováveis, petróleo e gás); Saúde e Indústria 4.0. Estão em curso projetos e estudos elaborados pelo Governo do Estado para o setor de energias renováveis, como o Porto Indústria Verde - que vai oferecer infraestrutura para investimentos em produção de energia onshore e offshore e produção de hidrogênio e amônia verde.
 
Como o desenvolvimento econômico passa obrigatoriamente pela área da Saúde, a inovação neste setor foi contemplada no escopo do Parque. A última área, também estratégica para o desenvolvimento regional sustentável, é a Indústria 4.0, que trará benefícios diretos para vários segmentos potiguares, como os de cerâmica, mineração e turismo, consolidados no estado e com grande potencial de expansão, como afirma o diretor-presidente do PAX, Olavo Bueno, coordenador de desenvolvimento industrial da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico  (SEDEC): “Investir em geração de energia é uma tendência mundial e temos no RN uma posição geográfica estratégica para tal, especialmente a eólica. O PAX será diferencial para o Nordeste”, afirmou.
 
FUNCIONAMENTO


 
Segundo Olavo Bueno, em janeiro de 2023 serão lançados os editais para atração de empresas, startups e incubadoras, com meta de ocupação de metade das salas neste primeiro ano de operação, e com a totalidade a ser atingida em 2025.  
 
A parceria para viabilizar o Parque envolve o Governo do Estado, por meio do Projeto Governo Cidadão, SEDEC, Universidade Estadual do RN (UERN) e Fundação de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação do RN (FAPERN), mais a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal do Semiárido (Ufersa), Instituto Santos Dumont (ISD), Sebrae, Sesi-RN, Instituto Federal do RN (IFRN), Centro de Tecnologias do Gás e Energia Renováveis (CTGAS-ER), Federação das Indústrias do RN (FIERN), Fecomércio, Senai. As Prefeituras de Natal, Macaíba, São Gonçalo e Parnamirim também estão envolvidas.


 
MULTIUSO
 
O prédio que abriga o PAX foi inicialmente projetado para ser uma escola de ensino infantil e médio, mas que nunca teve uso. Após negociação entre UFRN e Governo do Estado, a reforma, ampliação e aquisição de móveis foi acertada, com a dominialidade do terreno cedida pela Universidade ao Estado. Ao longo dos anos, o imóvel sofreu deterioração, o que foi reparado pelos serviços executados pelo Projeto Governo Cidadão. A reforma permitiu que os espaços ganhassem funcionalidade e possibilidade de multiuso.

FONTE – JORNAL GAZETA DO OESTE

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