O Rio Grande
do Norte agora conta com um dos mais extensos centros de fomento à ciência do
país, o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo – PAX. Inaugurado pela
governadora Fátima Bezerra nesta segunda-feira, 26/12/2022, o equipamento está
instalado em área de 100 hectares com estrutura física de 15 mil m² de área
construída, o que o torna um dos maiores entre os 55 parques deste tipo em
operação no Brasil.
Voltado à promoção de polos de inovação e
empreendedorismo, o Parque recebeu do Governo do RN, nesta primeira etapa, o
montante de R$ 12,3 milhões em investimentos em obras físicas e aquisição de
mobiliário. Os recursos estaduais foram viabilizados pelo Projeto Governo
Cidadão - que opera empréstimo ao Banco Mundial.
PARQUE CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO AUGUSTO SEVERO – PAX
O
Rio Grande do Norte agora conta com um dos mais extensos centros de fomento à
ciência do país, o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo – PAX.
Inaugurado pela governadora Fátima Bezerra nesta segunda-feira, 26, o
equipamento está instalado em área de 100 hectares com estrutura física de 15
mil m² de área construída, o que o torna um dos maiores entre os 55 parques
deste tipo em operação no Brasil.
Voltado à promoção de polos de inovação e empreendedorismo, o Parque recebeu do
Governo do RN, nesta primeira etapa, o montante de R$ 12,3 milhões em
investimentos em obras físicas e aquisição de mobiliário. Os recursos estaduais
foram viabilizados pelo Projeto Governo Cidadão - que opera empréstimo ao Banco
Mundial
Não tenho dúvida, o dia de hoje é um dos mais emblemáticos para
o futuro do RN. Aplicamos mais de R$ 12 milhões na primeira fase do Pax para
trazer mais investimentos ao Estado e empregos, que é o que interessa ao nosso
povo. Tenho a alegria do dever cumprido. Foi nosso governo que teve a
determinação política de salvar o parque tecnológico, projeto de 2013 que
estava inativo. Entregar o Pax ao RN, ao Nordeste e ao Brasil significa nossa
fé no presente e futuro", afirmou a governadora Fátima Bezerra.
Para o secretário de Estado da Infraestrutura e coordenador do Programa Governo
Cidadão, Gustavo Coelho, “a implantação representa grande desafio que só foi
possível pelo apoio do Governo do Estado e dos parceiros. Este espaço tem a
nobre missão de tirar o foco científico do eixo Rio-São Paulo e fazer no
Nordeste ciência de alto nível, reunindo governos, setor produtivo e a
academia”.
Localizado na Zona Rural de Macaíba, logo após a Escola Agrícola
de Jundiaí, em imóvel de propriedade da Universidade Federal do RN, o Parque
tem o objetivo de fomentar áreas vitais para o desenvolvimento econômico
potiguar, como energias renováveis, mineração, pesca, aquicultura, setor
têxtil, turismo, fruticultura e serviços.
O prédio central vai abrigar centros de pesquisa e capacitação, auditórios,
laboratórios multiuso, incubadoras tecnológicas e observatórios. Na área ao
lado, ficam as sedes do Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont
(ISD) e o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra
(IIN-ELS), que completam um grande complexo científico que vem sendo formado na
região.
Presidente do Conselho Administrativo do PAX, Ângela Paiva, afirma que o
local vai se destacar Brasil afora: “aqui o trabalho se dará fincado em uma
hélice tripla, com entidades governamentais, do setor produtivo e de academias,
todas dialogando com a sociedade para gerar emprego, renda e desenvolvimento
para o Rio Grande do Norte”. Ela acrescentou que outro diferencial do PAX é a
sua matriz de sustentabilidade, o que é notado já no seu terreno com áreas
destinadas à preservação ambiental e em uma série de práticas ecologicamente
responsáveis que devem ser obedecidas pelas empresas que ali se instalarem.
FOCO
Três áreas de grande relevância para o desenvolvimento do RN são prioritárias
no PAX: Energia (renováveis, petróleo e gás); Saúde e Indústria 4.0. Estão em
curso projetos e estudos elaborados pelo Governo do Estado para o setor de
energias renováveis, como o Porto Indústria Verde - que vai oferecer
infraestrutura para investimentos em produção de energia onshore e offshore e
produção de hidrogênio e amônia verde.
Como o desenvolvimento econômico passa obrigatoriamente pela área da Saúde, a
inovação neste setor foi contemplada no escopo do Parque. A última área, também
estratégica para o desenvolvimento regional sustentável, é a Indústria 4.0, que
trará benefícios diretos para vários segmentos potiguares, como os de cerâmica,
mineração e turismo, consolidados no estado e com grande potencial de expansão,
como afirma o diretor-presidente do PAX, Olavo Bueno, coordenador de
desenvolvimento industrial da Secretaria de Estado de Desenvolvimento
Econômico (SEDEC): “Investir em geração de energia é uma tendência
mundial e temos no RN uma posição geográfica estratégica para tal, especialmente
a eólica. O PAX será diferencial para o Nordeste”, afirmou.
FUNCIONAMENTO
Segundo Olavo Bueno, em janeiro de 2023 serão lançados os editais para atração
de empresas, startups e incubadoras, com meta de ocupação de metade das salas
neste primeiro ano de operação, e com a totalidade a ser atingida em 2025.
A parceria para viabilizar o Parque envolve o Governo do Estado, por meio do
Projeto Governo Cidadão, SEDEC, Universidade Estadual do RN (UERN) e Fundação
de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação do RN (FAPERN), mais a
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal do
Semiárido (Ufersa), Instituto Santos Dumont (ISD), Sebrae, Sesi-RN, Instituto
Federal do RN (IFRN), Centro de Tecnologias do Gás e Energia Renováveis
(CTGAS-ER), Federação das Indústrias do RN (FIERN), Fecomércio, Senai. As
Prefeituras de Natal, Macaíba, São Gonçalo e Parnamirim também estão envolvidas.
MULTIUSO
O prédio que abriga o PAX foi inicialmente projetado para ser uma escola de
ensino infantil e médio, mas que nunca teve uso. Após negociação entre UFRN e
Governo do Estado, a reforma, ampliação e aquisição de móveis foi acertada, com
a dominialidade do terreno cedida pela Universidade ao Estado. Ao longo dos
anos, o imóvel sofreu deterioração, o que foi reparado pelos serviços
executados pelo Projeto Governo Cidadão. A reforma permitiu que os espaços
ganhassem funcionalidade e possibilidade de multiuso.
FONTE
– JORNAL GAZETA DO OESTE

